Em vídeo emocionante, mãe explica para filho como Lula tirou o Brasil da fome e presidente responde

Mulher relata ao filho que passou fome, lembra a falta de água no Nordeste e cita políticas adotadas nos governos Lula; presidente reagiu à publicação

Lula tirou o Brasil da fome - Lula em discurso em Porto Alegre (Ricardo Stuckert/CampanhaLula)

05:51
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Lula tirou o Brasil da fome é a frase que resume o relato de uma mãe ao filho em um vídeo que ganhou grande repercussão nas redes sociais e chegou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sentados à mesa, os dois conversam sobre fome, pobreza e a realidade vivida por famílias do Nordeste. A mulher relata ao jovem que passou fome e lembra alimentos e situações que fizeram parte de sua infância.

No vídeo, ela se emociona ao contar que ouviu do filho a afirmação de que Lula não teria tirado o Brasil da fome. A partir daí, relata a própria experiência. “Eu passei fome, eu sei o que é comer farinha com café”, diz. Ela também menciona fruto de palma, mandacaru e a necessidade de buscar água longe de casa.

Veja o vídeo

Ao falar sobre o acesso à água no Semiárido, a mãe associa a mudança de realidade à implantação de cisternas durante os governos de Lula. O Programa Cisternas começou a ser executado como política pública em 2003, no primeiro mandato do petista, integrado às ações da estratégia Fome Zero. A iniciativa, executada pelo governo em parceria com organizações da sociedade civil, busca garantir água para consumo humano e produção de alimentos a famílias de baixa renda atingidas pela seca.
A publicação chegou ao perfil oficial de Lula. Nos comentários, o presidente agradeceu o depoimento e respondeu diretamente à mulher.
“Querida, obrigado pelo seu depoimento. Minha obsessão sempre foi garantir que todo brasileiro pudesse fazer três refeições por dia. Hoje, o Brasil saiu do Mapa da Fome. E eu quero seguir trabalhando para que jovens como seu filho tenham cada vez mais oportunidades e possam ir ainda mais longe. ❤️”, escreveu Lula.
Lula tirou o Brasil da fome: o que mostram os números

O relato ocorre pouco mais de um ano depois de o Brasil voltar a deixar o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A retirada foi anunciada em julho de 2025 e considerou a média do triênio 2022-2024, quando menos de 2,5% da população estava em situação de subalimentação, limite adotado pela organização para definir se um país integra o mapa.

O Brasil já havia alcançado esse patamar pela primeira vez em 2014. Em 2025, o país voltou a ficar abaixo do limite estabelecido pela FAO durante o terceiro mandato de Lula. Em julho deste ano, o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 confirmou que o Brasil permaneceu fora do Mapa da Fome, agora com dados referentes ao triênio 2023-2025.

Os números mais recentes também mostram uma redução da insegurança alimentar severa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), com base no SOFI 2026, o indicador caiu para 0,6% da população no triênio 2023-2025. O percentual era de 6,6% no período 2021-2023 e de 3,4% entre 2022 e 2024.

De acordo com os dados divulgados pelo governo, 16,7 milhões de pessoas deixaram a condição de insegurança alimentar severa entre os períodos comparados.

A Fórum mostrou em julho que o Brasil completou um ano fora do Mapa da Fome e que os novos números da ONU confirmaram a continuidade da melhora nos indicadores de segurança alimentar.

Estar fora do Mapa da Fome, porém, não significa que a fome tenha sido eliminada do país. O mesmo levantamento mostra que 9,6% da população brasileira ainda estava em situação de insegurança alimentar moderada ou grave no triênio 2023-2025. Além disso, 21,1% dos brasileiros não tinham renda suficiente para pagar por uma alimentação considerada saudável.
Cisternas também são lembradas no vídeo

A fala da mãe também remete a uma política iniciada há mais de duas décadas. O Programa Cisternas foi incorporado às ações do Fome Zero em 2003, no primeiro governo Lula, a partir de experiências desenvolvidas por organizações da sociedade civil no Semiárido.

As estruturas permitem captar e armazenar água da chuva para consumo das famílias e, em outras modalidades, para a produção de alimentos e criação de animais. Segundo o MDS, mais de 1,3 milhão de cisternas e outras tecnologias sociais de acesso à água foram implantadas desde o início da política. O Nordeste concentra a maior parte das entregas.

No vídeo, a mulher contrapõe essa realidade às lembranças de uma infância marcada pela falta de comida e pela necessidade de buscar água longe de casa. Foi esse depoimento que levou Lula a responder diretamente à publicação e repetir uma das bandeiras que costuma associar à sua trajetória política: garantir três refeições por dia à população.
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