Whendy, Zé Lopes, Gilberto Lira, Michelle Melo e outros candidatos que “bateram na trave” na Aleac



A eleição para deputado estadual no Acre deixou uma série de candidatos com votações expressivas, mas fora da Assembleia Legislativa. Em alguns casos, a diferença entre o último eleito e o primeiro suplente dentro da mesma legenda ou federação foi de poucas dezenas ou centenas de votos, mostrando como a disputa proporcional pode ser definida por margens estreitas.

O caso mais apertado foi o de Whendy Lima, do União Brasil. Ele recebeu 9.531 votos e terminou como suplente, enquanto Afonso Fernandes, também do União Brasil, foi eleito com 9.593 votos. A diferença entre os dois foi de apenas 62 votos. Whendy aparece na 17ª colocação geral, enquanto Afonso Fernandes ocupa a 16ª posição. A distância representa menos de 1% da votação obtida pelo candidato que ficou fora da Assembleia.

A situação chama ainda mais atenção porque outros candidatos da Federação União Progressista também tiveram votações superiores a 9 mil votos e terminaram como suplentes. Gilberto Lira recebeu 9.173 votos, Maria Antonia, do Progressistas, teve 9.137, e Dra. Michelle Melo, do União Brasil, alcançou 9.049 votos. Todos ficaram fora da composição final da Assembleia.

O resultado mostra que não basta analisar a classificação geral dos candidatos. A distribuição das 24 cadeiras da Assembleia ocorre pelo sistema proporcional, levando em consideração o desempenho dos partidos e das federações e, posteriormente, a votação dos candidatos dentro desses grupos.

No Republicanos, o primeiro suplente foi Zé Lopes, com 8.103 votos. Ele ficou atrás de Tadeu Hassem, que recebeu 8.598 votos e foi eleito. A diferença foi de 495 votos. Antes deles, Eduardo Ribeiro e Gene Diniz também garantiram cadeiras pelo partido, com 11.282 e 9.835 votos, respectivamente.

No PSD, os dois eleitos foram Jailson Amorim e Antonio Pedro, com 5.158 e 5.118 votos, respectivamente. O primeiro candidato do partido a ficar fora foi Elter Nóbrega, com 3.906 votos. A diferença entre Elter e Antonio Pedro foi de 1.212 votos. Yargo Rodrigues, também do PSD, terminou com 3.454 votos.

No PL, Raimundo Neném foi eleito com 8.069 votos e Gláucio Pedrosa conquistou a última cadeira do partido com 8.029 votos. O primeiro suplente foi Delegado Sérgio Lopes, com 6.566 votos, ficando 1.463 votos atrás de Gláucio. Kiefer Cavalcante, também do PL, recebeu 6.400 votos.

No PSDB, Leôncio Castro foi eleito por média com 4.933 votos. O primeiro nome seguinte da federação PSDB/Cidadania foi Sida do Mercantil São Paulo, com 3.693 votos. A diferença entre os dois foi de 1.240 votos.

Na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, Edvaldo Magalhães foi eleito com 9.273 votos. O primeiro suplente da federação foi Isaac Piyãko, que recebeu 5.292 votos. Cesário Braga, com 3.878 votos, também terminou como suplente, mas ficou abaixo de Isaac na classificação.

No MDB, Tanizio Sá foi eleito por média com 12.023 votos. O primeiro candidato do partido a ficar fora foi Antonia Sales, com 5.809 votos. A diferença foi de 6.214 votos. Marcus Alexandre foi o outro eleito do MDB, com 12.872 votos.

No Novo, Emerson Jarude foi eleito com 9.434 votos, enquanto Zé Maria terminou como suplente com 5.498. A diferença foi de 3.936 votos.

No PDT, Tchê foi eleito com 10.003 votos. A primeira candidata do partido a ficar fora foi Taiane Santos, com 2.748 votos, uma diferença de 7.255 votos.

O levantamento também mostra outros candidatos que chegaram perto de uma cadeira. Zé Lopes ficou 495 votos atrás de Tadeu Hassem; Sida do Mercantil São Paulo terminou 1.240 votos abaixo de Leôncio Castro; Elter Nóbrega ficou 1.212 votos atrás de Antonio Pedro; e Delegado Sérgio Lopes terminou 1.463 votos abaixo de Gláucio Pedrosa.
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