
Foto: Sérgio Vale/ac24horas
A governadora e candidata à reeleição Mailza Assis (Progressistas) participou nesta segunda-feira (24) da primeira sabatina da série promovida pelo ac24horas com os candidatos ao Governo do Acre e ao Senado nas eleições de 2026. Durante a entrevista, ela abordou propostas para áreas como saúde, educação, moradia, meio ambiente e tecnologia, além de comentar sua trajetória no Senado Federal e o resultado de pesquisas eleitorais recentes.
Mailza abriu sua participação agradecendo o espaço para apresentar as propostas de campanha. “Quero te agradecer de coração por me ouvir, me dar essa oportunidade e ter a oportunidade também de falar do nosso futuro, do futuro do nosso estado, das nossas propostas que leva as pessoas em primeiro lugar”, afirmou.
Sobre a motivação para estar na vida pública, a candidata disse não ter projeto de poder pessoal ou familiar. “Eu não tenho projeto de poder, nem pessoal, nem familiar, eu não entrei na política para conquistar mandato a qualquer custo. Eu entrei com um propósito muito claro, que é fazer o que eu fazia na igreja, na minha casa, no meu bairro, que é cuidar das pessoas, mudar a realidade de muitas coisas”, declarou.

Foto: Sérgio Vale/ac4horas
Mailza afirmou que pretende usar a experiência de vida como base para o trabalho à frente do governo. “Eu quero usar toda essa minha oportunidade para devolver para a população baseado na experiência que eu tive como criança, que estudei em escola pública, como pessoa que com 15 anos de idade foi para o comércio, foi trabalhar, sobreviveu, trabalhou para se sustentar”, afirmou.
Na área da educação, a candidata reconheceu perdas salariais apontadas por servidores e disse ter assumido compromisso com a categoria para rever o percentual reivindicado. “Já fiz inclusive um compromisso com o Sindicato da Educação, que a gente vai rever esse percentual que perderam, porque é de fato necessário para a dignidade dos salários deles”, pontuou.
Sobre a saúde, Mailza afirmou que pretende rever o PCCR da categoria, citando o quadro reduzido de profissionais e as perdas salariais enfrentadas por quem está próximo da aposentadoria. “O PCCR da saúde precisa ser revisto, porque nós temos uma saúde que está com um quadro pequeno de trabalhadores. Os que estão trabalhando perto de se aposentar estão com uma perda muito grande nos seus salários”, ressaltou.
Na habitação, a candidata afirmou que o Estado possui recursos assegurados para a construção de cerca de 2,7 mil moradias em um eventual novo mandato, além das cerca de 500 unidades já entregues na atual gestão. “Nós temos o recurso agora para construir 2.700 casas. Eu posso querer construir 10 mil casas, mas eu preciso ter uma garantia desse recurso”, ponderou.
Questionada sobre tecnologia, Mailza defendeu a continuidade do projeto de parque tecnológico no Estado, conduzido pela Secretaria de Estado de Inovação, Ciência e Tecnologia (Seict). “Esse sonho, inclusive, está implantado aqui, o projeto. Através da Secretaria Seict, que está aqui nesse prédio. O projeto continua, porque não é algo físico, é um ambiente”, afirmou.

Foto: Sérgio Vale/ac4horas
No tema ambiental, a candidata destacou a preservação da floresta acreana como potencial de desenvolvimento econômico e defendeu investimentos em saneamento básico e cuidado com os rios. “A gente tem que pensar na nossa floresta como riqueza, como potencial de desenvolvimento”, disse. Ela também se declarou favorável à concessão dos serviços de água à iniciativa privada, com garantias para famílias de baixa renda.
Sobre a rastreabilidade do rebanho bovino prevista em seu plano de governo, Mailza afirmou que a medida ainda depende de estudos e diálogo com o setor produtivo. “Precisa ser estudo, precisa ter um diálogo, precisamos preparar o Estado para isso, porque nós não temos, no momento, condições para isso”, explicou.
A candidata também relembrou sua atuação como senadora, período em que integrou a bancada federal do Acre em articulações por recursos para o Estado, entre elas a recuperação da BR-364. “Enquanto senadora, junto com meus colegas da bancada federal, nós lutamos muito pela BR, inclusive esses estudos da nova técnica foram implantados e iniciados a essa época. Me lembro que por muitas vezes nós fomos ao Dnit, fomos ao presidente, fomos ao ministro de Infraestrutura pedir socorro pela nossa BR”, relembrou.
Mailza também comentou o crescimento registrado em pesquisas eleitorais desde o início da pré-campanha e atribuiu o resultado ao trabalho realizado à frente do governo e à apresentação de propostas para um eventual novo mandato. “Tudo isso é uma resposta do nosso trabalho. As pessoas hoje estão observando a Mailza, como a Mailza está se comportando na vida pública, na gestão do Estado, como foi, como vice, quais as propostas da Mailza”, afirmou.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
Questionada sobre críticas de adversários relacionadas a um possível uso da máquina pública para favorecer sua candidatura, a governadora afirmou que a presença de servidores em atos de campanha ocorre de forma espontânea. “Todo mundo tem o seu grupo, né? A sua militância, todo mundo tem pessoas que acreditam no seu projeto e que abraçam ou não. Eu vejo nesse caso que essa população, esses servidores, essas pessoas que se referem a forçadas, né, estão porque foram forçadas não, são pessoas que estão acreditando no meu projeto”, declarou. Segundo ela, os servidores que a acompanham em agendas políticas não são obrigados a participar. “Não é respeito aos nossos servidores, nós temos horário para trabalhar, eles são livres, não são obrigados a ir”, ressaltou.
A candidata também comentou o cenário eleitoral e afirmou que trabalha para vencer a disputa já no primeiro turno, embora reconheça a possibilidade de um segundo turno. “Eu vou trabalhar com todas as minhas forças para ganhar no primeiro turno, claro, mas sabendo da possibilidade e do quanto é difícil uma campanha em primeiro turno”, ressaltou.
Ao encerrar a sabatina, Mailza reforçou o compromisso com a continuidade do trabalho pelo Acre. “Quero trabalhar com todas as minhas forças para mudar a vida das pessoas, para mudar a realidade do nosso estado, que é tão rico, mas tem tanta pobreza”, finalizou.