Se as eleições municipais fossem realizadas hoje, o tucano Tião Bocalom seria eleito no primeiro turno com folga. O candidato do PSDB aparece com 46% das intenções de voto. Realizada pelo instituto Data Control e encomendada pelo jornal “ A Tribuna”, a pesquisa ouviu 422 eleitores entre os dias 14 e 15 de dezembro.
O nome da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) não foi incluído na amostra. Com a ausência da comunista, o candidato do governo mais bem posiconado é o diretor do Deracre, Marcus Alexandre, com 11%. Em seguida vem o ex-petista Fernando Melo (PMDB), recebendo 9% de apoio.
A um ano das eleições, o total de indecisos chega a 33%. Ao se comparar com a pesquisa realizada em agosto (quando Perpétua foi avaliada), Bocalom cresceu 16%. Quatro meses atrás o tucano tinha 30% da preferência. À época, o diretor do Deracre não aparecia na pesquisa estimulada, quando o entrevistado escolhe seu prefertido em uma lista fornecdia.
De acordo com os dados, 42% dos ouvidos dizem que o próximo prefeito deve ser da oposição. Para 28,7% a prefeitura de Rio Branco precisa seguir nas mãos da Frente Popular. Outros 28% afirmam não impórtar de qual legenda será o próximo prefeito.
Sobre a influência do governador Tião Viana em 2012, 44,7% dos rio-branquenses responderam que podem votar no candidato apoiado por ele, contra 39,4% que não votariam.
“PCdoB dúbio”
Agazeta.net conversou com o cientista político José Dênis Moura dos Sanros, do Data Control. Questionado sobre o porquê da ausência de Perpétua Almeida, ele afirma que o “comportamento dúbio do PCdoB” ao não oficializar a candidatura da deputada levou o instituto a não incluí-la.
Para ele, os comunistas não terão a força política necessária para lançar Perpétua Alemida. “Eu não tenho dúvidas de que, eleitoralmente, a Perpétua é uma ótima candidata, com grande potencial de votos, mas politicamente o PCdoB não terá forças”, avalia.
Segundo ele, a comunista pode aparecer em novo levanetamento a ser realizado ainda em 2011. Quanto a Marcus Alexandre, o cientista afirma que os 11% representam os eleitores que aprovam o governo Tião Viana e desejam manter o PT à frente da capital.
Já sobre Bocalom, o especialista avalia que o tucano chegou ao limite das intenções de voto. Com a proximidade do pleito, observa ele, a tendência é de o isolamento tucano não se manter hegemônico, com os demais candidatos crescendo à medida que a campanha for para a rua.