A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) classificou o período como “o melhor primeiro semestre da história das exportações brasileiras de carne bovina, tanto em volume quanto em valor”

Nunca se vendeu tanta carne bovina para fora do país quanto no 1º semestre de 2026. É o que contabiliza a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Comparado ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 15,5%. Com dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, fica demonstrado que não apenas o volume, mas a receita também aumentou.
Entre janeiro e junho de 2026, foram embarcadas para fora do país 1,476 milhão de toneladas de carne bovina, com receita calculada de US$ 9,85 bilhões. No mesmo período do ano passado, o país havia comercializado US$ 7,24 bilhões. Esse dado, associado à média de embarque mensal de 284 mil toneladas, faz com que a Abiec assuma oficialmente que foi “o melhor primeiro semestre da história das exportações brasileiras de carne bovina, tanto em volume quanto em valor”.
A China continua sendo o país que mais compra carne brasileira (aumento de 24% no volume importado) e também com aumento no valor, comparado ao primeiro semestre de 2025. Em 2026, a carne brasileira teve valorização de 49,9% nas vendas para a China.
Os Estados Unidos são o segundo colocado, com 205 mil toneladas e US$ 1,35 bilhão em compras. Aumento de 13% no volume importado do Brasil e 29,8% em valor comercializado, sempre comprando com o primeiro semestre de 2025.
Mercados (Principais clientes)
Quantidade e preço por paísPaísQuantidade (em Toneladas)Preço (em US$)China 794,7 mil 4,87 bilhões
EUA 205 mil 1,35 bilhão
Chile 70,7 mil 420,2 milhões
Rússia 62,2 mil 284,1 milhões
União Europeia 51,2 mil 452,3 milhões
Desafio ainda é a industrialização
Um dado chama atenção nas exportações brasileiras. No mês de junho, 88,1% da carne brasileira foi exportada in natura. Comparado a junho do ano passado, houve aumento no volume exportado de 16,6%. Foram 317,3 mil toneladas e comercialização contabilizada em US$ 1,975 bilhão.
“O produto in natura respondeu por 279,7 mil toneladas (88,1% do volume exportado) e US$ 1,83 bilhão (92,6% da receita). As carnes industrializadas representaram 8,5 mil toneladas (2,7%) e US$ 74 milhões (3,8%), seguidas por miúdos, com 20,1 mil toneladas (6,3%) e US$ 46,3 milhões (2,3%), gorduras (6,2 mil toneladas e US$ 16 milhões), tripas (2,7 mil toneladas e US$ 9,3 milhões) e carnes salgadas (131 toneladas e US$ 754 mil)”, diz a Associação Brasileiras das Indústrias Exportadoras de Carne em comunicado oficial.
De acordo com a Abiec, “o desempenho de junho consolidou o melhor resultado mensal da série histórica das exportações brasileiras de carne bovina, superando os recordes registrados em maio tanto em volume quanto em receita”.
DESEMPENHO DE JUNHO. PaísVolume (TON)Comparação a junho de 2025Comércio (US$)China 161,9 mil Aumento de 19% US$ 1,08 bi
EUA 26,4 mil Queda de 8,3% US$ 192,9 mi
Chile 12,9 mil Aumento de 67,5% US$ 81,7 mi
México 11,8 mil Aumento de 153,9% US$ 74 mi