Assembleia pode virar a noite para votar proposta dos servidores estaduais, diz Edvaldo

Foto: Whidy Melo/ac24horas
O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) afirmou nesta quarta-feira (1), ao ac24horas, que a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) deve enfrentar uma sessão longa, que pode avançar pela noite e até a madrugada, diante do impasse entre o governo e os servidores públicos estaduais. Servidores estaduais ocupam a Casa Legislativa em meio ao impasse nas negociações com o governo do Estado sobre reajustes e benefícios.
Segundo o parlamentar, o cenário é de pressão máxima dentro e fora do plenário, com categorias mobilizadas e um prazo legal que obriga a votação de qualquer proposta ainda hoje. “Os trabalhos vão se estender. Vai pela noite, pela madrugada, se for preciso, porque o que tiver que ser votado precisa ser votado hoje”, declarou.
A urgência se deve ao calendário eleitoral, que impede a concessão de reajustes e alterações salariais a partir de 4 de abril. Com isso, esta quarta se torna o último dia viável para deliberação, o que, na avaliação de Magalhães, transforma a sessão em decisiva.
Apesar da expectativa de uma jornada extensa, o deputado revelou que, até o momento da entrevista, o projeto de lei que trata das demandas dos servidores sequer havia chegado oficialmente à Casa, fator que aumenta a tensão e a incerteza sobre o andamento dos trabalhos.
“Essa hora que nós estamos conversando, a matéria ainda não chegou. Para votar hoje, precisa ser lida ainda pela manhã ou em sessão extraordinária à tarde. O tempo está correndo”, alertou.
Magalhães também criticou a condução do governo nas negociações, afirmando que a proposta apresentada é insuficiente e não dialoga com a realidade das categorias. Segundo ele, a contraproposta construída pelos sindicatos, que inclui um auxílio-saúde linear, foi ignorada pelo Executivo. “É uma proposta que divide categorias. Os trabalhadores cederam, apresentaram uma alternativa razoável, e o governo não mudou absolutamente nada”, afirmou.
Nos bastidores, o deputado diz aguardar um alinhamento com os sindicatos para decidir se apresentará emendas ao texto. Ele avalia que a posição das categorias será determinante para o rumo da votação.
Além do desgaste dentro da Aleac, Magalhães projeta um aumento da tensão política fora do Parlamento. Ele aponta que já há mobilizações previstas e alerta para possíveis reflexos no cenário institucional. “Já há movimentação para novas manifestações. Isso pode tornar o ambiente ainda mais turbulento”, disse.
Para o parlamentar, o impasse poderia ter sido evitado com mais diálogo por parte do governo. Ele sustenta que a contraproposta dos servidores é viável financeiramente e acusa o Executivo de falta de sensibilidade. “A proposta cabe no orçamento. Não é absurda. O que falta é disposição para construir um entendimento”, concluiu.