Efeito Rueda faz “chapão da morte” ter 11 deputados “apalavrados” e “desgarrados” estão a deriva

PorMarcos Venicios24 de março de 2026 – 05h355 min de leitura


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O chapão de deputados com mandato da Assembleia Legislativa que deverá disputar a reeleição será composto com pelo menos 11 parlamentares que estão ou estarão filiados até o dia 4 de abril na Federação União Progressista, formado pelos partidos União Brasil e Progressistas.

O ac24horas apurou que até o momento, nesta terça-feira, 24, o Palácio Rio Branco já estaria “apalavrado” com Nicolau Junior, Manoel Moraes, Maria Antonia, André Vale, Michele Melo, Clodoaldo Rodrigues, Gilberto Lira, Whendy Lima, Afonso Fernandes, Tio Pablo e Adailton Cruz. Essa deve ser a chapa com a maior quantidade de votos e é classificada nos bastidores do poder como a “chapa da morte”. Nas contas do governo, a expectativa é que desses nomes, pelo menos 10 sejam reeleitos. Já com relação aos mais experientes que circulam nos corredores da Aleac, “se 8 voltarem, é muito”.

A reportagem recebeu informações extraoficiais que boa parte desses deputados que estavam “guinados” a ir para o MDB ou Podemos, em busca de uma chapa alternativa já que não se viam encaixados em uma chapa onde quem tiver 9 mil ou 10 mil votos poderiam ficar de fora, foram “encantados” pelas propostas do secretário da Representação do Governo do Acre em Brasília, Fábio Rueda, que deve ser o candidato “unicórnio” da Sigla. Ele supostamente teria oferecido uma ajuda “minina” para cada parlamentar com mandato que deve chegar a cifra do “milhão”, recurso oriundo do tão famigerado “Fundão Eleitoral”. Ruedinha, como é conhecido na Política do Acre, é irmão de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, e que quer de todas as formas ver o seu familiar eleito deputado federal pelo Acre.
O cenário ainda é incerto para alguns

O deputado Arlenilson Cunha (PL) é um dos poucos que tem a situação mais tranquila. O PL, partido do senador Márcio Bittar, abriu excessão apenas para ele ser o candidato com mandato. Os demais componentes da chapa serão compostos por candidatos sem mandatos, estratégia adotada pela sigla que promete eleger de dois a três deputados para a Aleac.

No MDB, apesar de vários parlamentares terem sido convidados, o cenário parece um pouco mais frio. Por enquanto, garantido estão apenas “os de casa”, Tanizio Sá e Antônia Sales, mas a sigla trabalha para tentar convencer os chamados “deputados desgarrados” a se filiar até o dia 4.

Entre os deputados considerados desgarrados estão Chico Viga, Fagner Calegário, Gene Diniz e o primeiro-secretário da Aleac, Luiz Gonzaga. Nos bastidores, comenta-se que Chico já recebeu proposta para ir para o campo da esquerda, para a chapa da federação que conta com PT, PV e PCdoB, onde apenas o deputado Edvaldo Magalhães consta na chapa. Já Calegário é a “figura mais a deriva”. Sem ser considerado da base, o parlamentar dos terceirizados nem ao menos foi convidado para o almoço que a vice-governadora Mailza promoveu com parlamentares. Ele estuda, inclusive, ir para a Federação comandada pela esquerda, mas também não descarta abrir conversas com o grupo do Senador Alan Rick e o deputado federal Roberto Duarte. “Por essas firulas”, membros do governo nem abrem conversas com Calegário, segundo apurou o ac24horas.

O deputado Gene Diniz, que já é do Republicanos, vive um impasse. Enxotado da base do governo por ser irmão do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, que é até o que se sabe desafeto do Palácio Rio Branco por está “próximo demais de Alan Rick”, ainda não decidiu para aonde ir. Interlocutores apontam que ele pode ir para o MDB ou numa “jogada política” mais ousada poderia até ser o vice do grupo de Alan, para garantir o suposto apoio de seu irmão em Sena.

O deputado Luiz Gonzaga, que é filiado ao PSDB, também vive um dilema. Ele já foi candidato pelo ninho tucanos em oito oportunidades e segundo o ac24horas apurou, seu eleitorado tem o seu número gravado na mente. O parlamentar, que é considerado um dos mais fiéis a Gladson, estuda ficar no PSDB que será comandado por Tião Bocalom, pré-candidato ao governo. A reportagem apurou que Gonzaga aguarda que o atual prefeito de Rio Branco apresente os nomes que comporão a chapa, para depois conversar com o seu grupo político para tomar uma decisão definitiva. Gonzaga não se vê no “chapão da morte” e quando perguntando, apenas sorri.

Já a chapa Republicanos e Novo, que contava apenas com Emerson Jarude, conta agora com pelo menos dois reforços, teoricamente. As saídas de Eduardo Ribeiro e Tadeu Hassem da base do governo e a declaração de apoio a Alan Rick na disputa pela cadeira do Palácio, pode gerar um cenário para o grupo tentar eleger mais de um deputado, mas isso não é certo ainda. Nos bastidores, a dificuldade do Republicanos e Novo de formar uma chapa competitiva é grande e a viabilização disso deve ocorrer no apagar das luzes do dia 4.

O deputado Luis Tchê, que recentemente assumiu o mandato após comandar a Secretaria de Agricultura, tenta a todo custo formar uma chapa no PDT para que seus aliados em todo o Acre “sejam escada” para a sua reeleição. O cenário não é um dos mais vantajosos, mas após conseguir deixar sua sucessora Temyllis Silva, assumir a titularidade na pasta, e manter a influência nos núcleos do setor, o parlamentar busca entrar pela sobra do coeficiente eleitoral, sem correr tanto risco. Nos bastidores, conversas articuladas por memrbos do palácio Rio Branco tentam convencer ele a ir para o chapão ou MDB.

Único deputado com mandato que não concorre a reeleição para a Aleac, Pedro Longo caminha para compor a chapa de federal no MDB.
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