Luis Carlos Moreira Jorge - Publicado 21/01/2026

Foto: Alan Rick em entrevista ao ac24horas I Whidy Melo/ac24horas
Dois candidatos ao governo vão disputar a eleição empurrados pela máquina pública: Tião Bocalom (PL), com a prefeitura de Rio Branco, e Mailza Assis (PP), sentada na cadeira de governadora do estado, a partir de 4 de abril. São instrumentos políticos poderosos. Mas isso não assusta o outro candidato; o senador Alan Rick (Republicanos), líder das pesquisas. Alan disse ontem ao BLOG que não teme as duas estruturas, e cita a última eleição para o Senado, quando teve o dobro dos votos do candidato apoiado pelo governador Gladson Cameli e a máquina estatal, o ex-deputado Ney Amorim (PODEMOS). Citou que: “muitos políticos e partidos que são tidos como aliados dos adversários têm conversado comigo”, disse Alan, que prefere manter esses personagens no anonimato. Disse ainda que, ele vai continuar a sua campanha com muitas conversas nos bastidores e a cada dia somando mais lideranças que vão apoiar a sua candidatura. “Campanha de pé no chão”, enfatizou Alan Rick, que se mostra otimista com sua vitória.
“GOSTO DELE”
Perguntado sobre a inclusão do presidente Lula no grupo que fará a transição da paz e do poder na Faixa de Gaza, o presidente Donald Trump, foi curto e grosso: “Gosto dele”. Isso não deve ter agradado em nada a horda bolsonarista, que tinha Trump como aliado para derrubar o Xandão.
TURMA DO PETER PAN
Grupo de políticos bolsonaristas vão fazer uma caminhada de Minas Gerais à Brasília, em protesto contra a prisão de Bolsonaro nas instalações da Papuda. Vai virar galhofa, não vão resolver nada. Lembram muito o personagem das histórias infantis do Peter Pan – o menino que nunca cresceu.
TIRO ERRADO
O senador Sérgio Petecão (PSD) deu um tiro errado ao dizer estar o prefeito Bocalom criando um clima falso com o anúncio da sua candidatura ao governo, para depois colocar a mulher Kelen, de candidata a deputada federal. Ora, ora, Petecão, se fosse para lançar a mulher a federal, o Boca nem precisaria deixar a prefeitura.
11 QUE NÃO É 11
O PP anunciou uma composição de 11 partidos numa aliança para apoiar a candidatura de Mailza Assis (PP) ao governo. Dei uma olhada nos partidos. Deles, seis são cartoriais, nanicos, sem nenhuma influência numa eleição. Ou seja: é um 11 que não é 11.
NÃO FICA
Uma boa fonte revelou ao BLOG que no governo da Mailza haverá troca no comando da secretaria de Saúde, o secretário Pedro Pascoal não continuará no cargo. Está na agenda.
EM CIMA DO MURO
Perguntei por mensagem à vice-governadora Mailza Assis (PP), além do governador Gladson, quem seria o segundo nome para o Senado na sua chapa, se a médica Jéssica Sales (MDB), o senador Sérgio Petecão (PSD), deputado federal Eduardo Veloso (UB) ou o senador Márcio Bittar (PL), e veio a resposta: “Quem estiver conosco na composição. Todos são importantes e excelentes nomes. A decisão será tomada pelo grupo”. Subiu no muro.
NÃO HOUVE CONVERSA
O presidente do Republicanos, o deputado federal Roberto Duarte, revelou ao BLOG que ainda não aconteceu uma conversa oficial entre o seu partido e o senador Márcio Bittar (PL) sobre uma aliança, mas ressaltou ser Bittar bem vindo no Republicanos.
VAI VIRAR MANTRA NA CAMPANHA
A vice-governadora Mailza Assis, se quando assumir, não der uma cara política ao seu governo, tirando burocratas e colocando pessoas que possam somar na campanha pela experiência política, será mostrada pelos adversários como papel carbono da gestão do governador Gladson Cameli. Se manter o mesmo time vai dar à oposição um mantra na campanha, de fantoche do governo do Gladson. Pode se preparar.
NOME FALADO
O secretário de Saúde, Rennan Biths, é citado nos corredores da prefeitura de Rio Branco, como provável coordenador da campanha ao governo do prefeito Tião Bocalom. Já comandou a campanha do Boca em sua última eleição, com sucesso.
UMA OBSERVAÇÃO
“Já foram beneficiados de uma forma ou de outra pelo governo, naquela foto estava a turma do bocado comido, bocado esquecido”. Comentário de um secretário do Cameli, sobre a presença de alguns empresários, na mesa oficial do lançamento da candidatura do Bocalom ao governo.
PERGUNTA QUE FICA
O senador Márcio Bittar (PL) virá ou não para a inauguração do viaduto da PMRB, com o nome de Mamédio Bittar (seu pai)? É a grande pergunta. Se vier, se prepare para o bombardeio da imprensa para saber se apoiará ou não a candidatura do Bocalom ao governo. Não terá saída.
NÃO CONFIARIA
O presidente do PODEMOS, Ney Amorim, diz ter a garantia de que o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, será candidato a deputado federal pelo partido. Não confiaria, se o Mazinho ver que a chapa do PODEMOS é fraca e pode não eleger ninguém, pula fora. É da política.
FALOU JV
O ex-senador Jorge Viana (PT) ainda avalia sua candidatura ao Senado. Destacou ontem ao BLOG, o seguinte: “Tenho que esperar um pouquinho para fazer um movimento político que é muito importante para minha vida pública pelo Acre”. JV falou, mas continua uma charada a ser decifrada.
CAMPANHA POLÍTICA
Perpétua Almeida (PCdoB) e o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), estão em plena campanha distribuindo dezenas de barcos, motores, a moradores de municípios do interior, no Juruá, com verbas do governo federal. Quem não tem cão caça com o gato.
FICOU MAIS PERTO
Com a declaração do governador Gladson Cameli de que as conversas sobre aliança com o MDB estão adiantadas, pode então se dizer que o casamento pode vir a acontecer. Não disse em que termos, se com a vice ou a vaga para senador.