Deputado é alvo de diferentes representações que o acusam de atentar contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito
Por: Ivan Longo Publicado: 06/01/2026 - às 05h16Atualizado: 06/01/2026 - às 05h47| 5 min de leitura

Nikolas Ferreira - Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Desde o último sábado (3), quando o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), ao celebrar o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e sugerir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tal qual o presidente venezuelano, seja sequestrado por uma força militar estrangeira, vem crescendo a pressão para que o bolsonarista seja investigado, cassado e preso.
Nikolas já é alvo de ao menos cinco representações, encaminhadas a órgãos como Procuradoria-Geral da República (PGR), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), solicitando abertura de investigação por atentar contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito.
O deputado fez uma série de publicações nas redes sociais celebrando a operação ilegal dos EUA na Venezuela e, em uma delas, compartilhou uma montagem em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é retratado sendo preso por militares estadunidenses — a exemplo do sequestro de Maduro — e escreveu, como quem implora: “Ó Deus”.
Uma das representações contra Nikolas foi protocolada junto à PGR pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e pelo ex-presidente do PSOL Juliano Medeiros. Segundo Valente e Medeiros, ao sugerir um ataque militar dos EUA contra Brasil, Nikolas atenta contra a soberania nacional e contra o Estado Democrático de Direito, crimes previstos nos artigos 359-M e 359-I do Código Penal, com penas que podem chegar até 12 anos de prisão.