A presidente Dilma
Rousseff garantiu que o governo está bastante atento à inflação e que não
permitirá que ela fuja ao controle. “É um objetivo que nós temos que é
derrubar [a inflação]. E derrubar logo. O Brasil não pode conviver com uma taxa
alta de inflação. Não pode e não vai”, disse ela em entrevista
coletiva em Bruxelas, onde participou da II Cúpula União Europeia-Celac.
Para isso,
acrescentou, todas as medidas estão sendo tomadas para fortalecer
macroeconomicamente o País e construir uma situação estável. “Nós temos
certeza de que a causa da inflação, ela não é estrutural, ela é conjuntural”. E
citou, principalmente, os efeitos de uma seca de raras proporções que atinge há
três anos o Nordeste e, inclusive agora, o Sudeste, onde se concentram algumas
das maiores hidrelétricas do País.
“A seca atingiu de forma absolutamente atípica o Brasil. Estamos no
terceiro ano, terceiro ano e meio, de seca violenta no Nordeste. E temos tido o
problema da hidrologia no Sudeste, que é diversa. Ele é raríssimo nessa
proporção. São dois anos seguidos em que você tem uma hidrologia absolutamente
baixa. Isso afeta o preço dos alimentos”.
Ajuste cambial
Por outro lado, o País vem sofrendo as conseqüências do ajuste cambial que também afetam a economia. “Esse ajuste cambial, não fomos nós que provocamos. Nós sofremos o efeito dele”, disse. E lembrou que a cotação do dólar saltou de um patamar de US$ 1 por R$ 1,60 em 2012 para US$ 1 por R$ 3,17 atualmente.
Por outro lado, o País vem sofrendo as conseqüências do ajuste cambial que também afetam a economia. “Esse ajuste cambial, não fomos nós que provocamos. Nós sofremos o efeito dele”, disse. E lembrou que a cotação do dólar saltou de um patamar de US$ 1 por R$ 1,60 em 2012 para US$ 1 por R$ 3,17 atualmente.
“É sabido que o
ajuste cambial provoca essas oscilações. (…) Esse ajuste é passado para o
preço. Essa passagem para o preço não acontece todos os dias, acontece enquanto
está [havendo] essa flutuação”.
Dilma Rousseff alertou que a economia global passará ainda por outro
processo difícil, que será a elevação prevista nos juros americanos, mas disse
que o País já está pronto para enfrentar essa situação. “Nós estamos
extremamente preparados para isso. Então, acredito que houve esse movimento da
inflação, que ele se estabilize e nós estamos agora tomando todas as medidas
para derrubá-la”, reafirmou. Para a presidenta, não há razão para
pessimismo no momento e a população deve manter seu nível de consumo.