| Vista da ponte sobre o Rio Juruá não é das melhores |
A remoção envolve cerca de 400 casas, mas até agora, apenas 100 foram retiradas. São exatamente aquelas que ficavam no eixo da construção. Dessas famílias, algumas foram indenizadas, outras removidas para o conjunto habitacional Novo Miritizal, construído pelo governo para esse fim. O restante dos moradores vive preocupado com o futuro. Eles reclamam que não podem investir em melhorias nas casas, pois a qualquer momento terão de desmanchar o que construíram. A falta de informação chega a causar angustia em alguns moradores. O aposentado José de Paula da Silva de 63 anos, diz que não aceita ser levado para uma das pequenas casas de conjunto construídas pelo governo. “Eu tenho seis filhos e muitas coisas dentro de casa, só aceito se for uma indenização para comprar outra casa. Essas casinhas que o governo entrega não dar para acomodar todos nós”, diz o aposentado. “A gente fica naquela expectativa se sai ou não sai. Não podemos aumentar as casas, algumas estão pra cair. E outra coisa, como vamos para uma dessas casas do governo, se não cabe nem o pouco que a gente tem?”, pergunta a dona de casa Osmarina Lopes de Souza. A coordenadora do núcleo da Secretaria de Estado de Habitação e Interesse Social em Cruzeiro do Sul, Jorciany Gonçalves, deixa bem claro que não existe negociação quanto à indenização em dinheiro para os moradores do Bairro da Lagoa. Segundo ela, dois conjuntos habitacionais estão sendo construídos. Um deles com 126 casas no Bairro Nossa Senhora das Graças está sendo concluído e ficará pronto em pouco mais de um mês. O outro com 150 habitações no Bairro do Remanso, será concluído num prazo de 3 a 4 meses. “São para esses locais que essas famílias serão levadas”, enfatiza Jorciany. www.tribunadojurua.com - Genival Moura |